Projeto e instalação de sistemas de recarga veicular
Durma em tranquilidade enquanto o seu carregador alimenta seu veículo
Um chuveiro elétrico funciona por dez minutos. Um carregador veicular opera com corrente elétrica próxima do seu limite nominal durante seis, oito, dez horas seguidas — quase sempre à noite, exatamente quando o resto da instalação também está em uso.
É o regime mais severo que uma instalação de baixa tensão costuma enfrentar: carga alta, contínua, repetida todos os dias, ligada a um equipamento com eletrônica de potência que se comunica com a rede.
Por isso a ABNT publicou uma norma específica para o assunto — a NBR 17019 — e por isso o dimensionamento não pode ser feito "por semelhança" nem pela potência do carregador que veio junto com o veículo.
Quando esse cálculo é ignorado, o resultado aparece depois: disjuntor geral desarmando, condutores aquecendo dentro do eletroduto, queda de tensão no ramal, ultrapassagem de demanda na conta de energia e, no pior cenário, risco de incêndio.


Para cada aplicação temos a solução elétrica adequada
Motos, carros, utilitários, empilhadeiras, tratores e ônibus recarregam de formas distintas, em locais distintos e em horários distintos. O que muda de um caso para o outro não é só a potência — é o critério de dimensionamento.


Evite problemas com um projeto elétrico
A diferença entre uma instalação segura e uma instalação que vai dar problema está em decisões que não aparecem no folheto do carregador. Estas são as principais.
O erro mais comum do mercado
Muita gente instala um analisador de energia por alguns dias, olha o pico medido e conclui que "sobra carga". A NBR 17019 diz o contrário: o fator de demanda do circuito que alimenta um ponto de recarga deve ser considerado igual a 1 — ou seja, sua potência nominal inteira entra na conta, sem diversidade. Isso vale também para o quadro que alimenta várias estações, a menos que exista controle de recarga, que é coisa diferente de controle de demanda. Ignorar essa regra é o caminho mais curto para sobrecarregar a instalação e deixar a edificação no escuro.


Residências
Casas e condomínios
Avaliação do padrão de entrada e do quadro existente, circuito exclusivo e proteção dedicada. Em condomínios, entra a infraestrutura coletiva: prumada, medição individualizada por vaga, rateio do consumo e gestão de carga para atender vários moradores sem aumentar a entrada do prédio.
Comércio e serviços
Lojas, hotéis e estacionamentos
A recarga vira atrativo comercial e, se você quiser, fonte de receita — a regulamentação permite cobrar pelo serviço com preço livremente negociado. Projetamos com controle de acesso, medição por usuário e estações compatíveis com protocolo aberto de comunicação.
Indústria
Empilhadeiras e movimentação interna
Baterias tracionárias mudam tudo: chumbo-ácido exige sala de recarga com ventilação adequada por causa do hidrogênio liberado; lítio permite recarga de oportunidade, mas concentra potência em picos curtos. Dimensionamos o local, a ventilação, o quadro e a coincidência com a demanda da produção.
Agronegócio
Propriedades rurais e máquinas
Ramais longos, redes monofásicas e transformador particular tornam a queda de tensão o fator crítico. Analisamos a capacidade do transformador, o percurso do ramal e o grau de proteção dos equipamentos frente a poeira, umidade e lavagem.
Frotas
Ônibus, caminhões e veículos de serviço
Vários veículos recarregando na mesma janela noturna somam centenas de kW. O projeto parte da operação — quantos veículos, quanta energia por turno, quanto tempo de parada — e resulta em escalonamento de recarga, gestão de potência e, com frequência, subestação própria.
Duas rodas
Motos, bicicletas e utilitários leves
Potências menores, mas alto número de pontos e uso intenso em frotas de entrega. O risco se desloca para o local de recarga: baterias em ambiente fechado, tomadas sobrecarregadas e improvisos. A solução é infraestrutura própria, protegida e sinalizada.
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